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"Líquidas e Sólidas" livro de Carlos Teixeira reune ensaios fotográficos que celebram a cidade disforme

Carlos Teixeira Foto: Nina Flecha Carlos Teixeira

O mais novo livro do arquiteto Carlos Teixeira reúne fotos da arquitetura de Belo Horizonte, os fustes de árvores anônimas e monumentos modernos e resquícios do cerrado de Brasília. Segundo o curador e professor Eduardo de Jesus, que assina o posfácio, "ao contrário da estabilidade sempre limpa da imagem digital, temos desintegração e ruído. Manchas que parcialmente cobrem a imagem e, de forma quase desconcertante, a ela se integram".  

Sobre o livro

As fotos de Líquidas e Sólidas foram tiradas ao longo de 25 anos. As primeiras foram feitas com uma câmera Polaroid Image, que era bastante popular nos anos 1990. São fotos fisicamente moles porque essa Polaroid ejetava fotos “líquidas”, que precisavam de alguns minutos para endurecer. Já as mais recentes foram feitas com uma nova Fuji Instax, que produz fotos mais duras e menos plásticas. 

Estes diversos estados da emulsão fotográfica das câmeras instantâneas – líquido ou sólido ou pastoso – estão patentes nos resultados, cada um deles revelando-se mais (ou menos) plástico, resistindo ou não às ações físicas sobre o papel. A condição incerta de liquidez ou solidez foi aplicada aos dois principais temas do ensaio – a arquitetura e a natureza das cidades --, onde a vegetação e os vazios urbanos se mostram mais sólidos e permanentes, enquanto a arquitetura derrete-se em paisagens efêmeras e líquidas.

Líquidas e Sólidas, então, é um ensaio material sobre essa improvável condição da emulsão, e sobre como aplicá-la àqueles temas. Como o curador e professor Eduardo de Jesus disse no posfácio, ele é radicalmente analógico, todas as suas operações acontecendo no âmbito da palpabilidade da matéria fotográfica.

O livro tem quatro capítulos que aludem ao fim iminente do cerrado, à potência das plantas desprezadas, ao fracasso dos ideais modernistas, à celebração da cidade disforme. “Liquefazendo BH” são fotos da arquitetura de Belo Horizonte, seguido por “Árvores Urbanas”, que retrata os fustes de árvores anônimas. O tema da liquefação retorna em “Liquefazendo Brasília”, que combina monumentos modernos e resquícios do cerrado. “Capins” encerra o livro com imagens da ecologia urbana das cidades - a botânica dos lotes vagos, dos canteiros sem desenho, dos jardins espontâneos.  

Sobre o autor

Formado em arquitetura pela UFMG, Carlos M Teixeira é mestre em urbanismo pela Architectural Association  e doutorando pela FAUP. Publicou os livros Em obras: história do vazio em Belo Horizonte (Cosac Naify, 1999), O condomínio absoluto (C/ Arte, 2009), Ode ao vazio (Romano Guerra/Nhamérica, 2017) e é um dos organizadores de Espaços colaterais (Cidades Criativas, 2008). Já expôs seus trabalhos no Palácio das Artes (Belo Horizonte), Viaduto das Artes (Belo Horizonte), Festival International des Jardins (França), UABB Bi-City Biennial de Hong Kong e Shenzhen, Galleria Campo (Roma), Bienal de Arquitetura de Veneza, Victoria & Albert Museum (Londres), Bienal de Arte de São Paulo e Bienal de Arquitetura de São Paulo, entre outros. Em 2002, fundou o escritório de arquitetura Vazio S/A.

 

Líquidas e Sólidas 

Editora Romano Guerra

128 páginas, 25,6 x 35,1 cm

foto, colorido

Preço: R$120,00

A venda na Amazon (amazon.com.br) e editora Romano Guerra (romanoguerra.com.br)

 

+ informações sobre o livro

Vazio S/A Arquitetura e Urbanismo
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fones: 31 32863869
www.vazio.com.br

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