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Você conhece os vinhos naturais?

Com a tendência de consumo agrícola mais consciente e sustentável, a bebida tem despertado curiosidade

A venda de vinhos orgânicos/naturais é uma tendência já bastante consolidada na Europa e EUA e vem crescendo no Brasil.

“É um movimento mundial de resgate de técnicas tradicionais, de produções mais “naturais”, com menos intervenções, menos agrotóxicos e por isso mais diversa, mais experimental” explica Bruna Martins, da Gira Vinho, bar e loja de vinhos, com foco em rótulos naturais, orgânicos e biodinâmicos. “A “GIRA: Descolados e Naturebas” é a concretização do nosso sonho de valorizar pequenos produtores e nos aproximar de processos e produtos mais sustentáveis e conscientes. E nossa proposta de tornar a cultura do vinho mais acessível continua a todo vapor e seguimos na missão de trazer rótulos com o melhor custo-benefício”, completa.

Mas qual a diferença entre os vinhos convencionais e os naturais? Por conta de uma longa lista de aditivos, os vinhos mais comuns do mercado são padronizados. Numa analogia bem mineira, é como comparar o queijo padrão, industrializado, como os queijos artesanais produzidos com leite cru.

E é por isso mesmo que os vinhos naturais tem conquistado paladares renomados, como dos chefs Leonardo Paixão e Felipe Rameh, clientes Gira que usam suas redes sociais para divulgar a bebida.

História

A recuperação do fazer ancestral foi um movimento surgido na França nos 80, na região de Beaujoulais, ao sul da Borgonha, vindo de um grupo insatisfeito com a massificação e industrialização, muitas vezes sem controle dos métodos de se produzir vinho. Lentamente foi ganhando força, impulsionado também por uma cultura de valorização do artesanal com adeptos de outras searas como a da gastronomia e da moda.

Brasil

O Brasil já produz ótimos rótulos, como o Boroto (R$104,00), um vinho elaborado no RS com o cuidado e metodologia de mínimas intervenções. Rústico, não filtrado e com uma acidez e azedume de fermentação natural marcantes. Um vinho especial e único para paladares que arriscam novidades.

Já o Vivente Pet Nat Rosé (R$ 152,00) um pét-nat natural com método de produção ancestral, vinificado e engarrafado sem aditivos e sem filtragem. Uvas fermentadas espontaneamente, colhidas manualmente nos vinhedos da Serra Gaúcha. Fresco, leve, mineral e cítrico, uma explosão de sabores. Ambos disponíveis na Gira.

Para quem quer se aprofundar nesse rico universo, uma boa fonte de informação é Lis Cereja. A chef, nome por trás da Enoteca Saint Vicent em SP, promove cursos online e divide informações através de seu blog (https://www.saintvinsaint.com.br/vinhos/) e e-books.

É dela a Feira Naturebas, criada em 2013, cuja a ultima edição em 2019 reuniu 200 produtores e teve um publico de 2 mil pagantes. O salto dos 100 pagantes da primeira edição é o indicativo do interesse os vinhos naturais vem causando no Brasil.

Sobre a Gira Vinho

Há pouco mais de um ano, abriu no Mercado Novo (BH) um espaço que propunha um jeito despretensioso de se beber vinho. Desde o começo, já se via que a GIRA tinha um forte talento para promover encontros e discussões em torno dessa que é uma das bebidas mais queridas do mundo.

“Ao longo do processo, nos apaixonamos pela história dos vinhos naturais, que se aproxima muito do que já faço na gastronomia”, conta Bruna Martins uma das sócias da empresa. Bruna é chef e comanda o Birosca, em Santa Tereza, restaurante famoso por celebrar os pequenos produtores e os insumos locais.

A venda de vinhos orgânicos/naturais é uma tendência já bastante consolidada na Europa e EUA e vem crescendo no Brasil. “Apesar de termos entrado nessa onda dos “naturebas” há pouco tempo, já somos uma referência em BH e a marca já é conhecida Brasil afora pelos apreciadores, produtores e comerciantes de vinhos naturais” diz Bruna.

Estão juntos a ela na empreitada, Daniel Iglesias que leva a comunicação da marca para muito além da venda de rótulos, trazendo sempre debates informações, e Gustavo Campos e Carolina Novais. O casal, que reside atualmente na Áustria (país referência no movimento dos vinhos naturais), se encarrega da pesquisa e incorporação de novas tendências, práticas e rótulos do universo da vinificação sustentável.

“Com a pandemia a gente perde esse lado da experiência presencial e migra pro ambiente virtual com a proposta de montar uma carta mais contemporânea que reflete uma tendência mundial de resgate de técnicas tradicionais, de produções mais “naturais”, com menos intervenções, menos agrotóxicos e por isso mais diversa, mais experimental; e também de solidificar um desejo de trabalhar cada vez mais com rótulos brasileiros”, explica Gustavo. O resultado é uma carta de vinho diferenciada, com rótulos inovadores e de difícil acesso e preços competitivos.

Até março, a Gira tinha um fluxo de clientes mais natural, do próprio mercado, um endereço que atraia multidões na capital. Com a quarentena o negócio migra para online e passar a atingir um publico maior e mais diverso também. Ponto para a comunicação, que com uma linguagem acessível e descontraída consegue informar sobre o ainda novo mundo dos vinhos sustentáveis, gerando interesse e conquistando um público agora fiel. “Nosso público hoje tem desde chefs e sommerliers querendo conhecer mais sobre o vinho natural à clientes que estão atrás apenas de um bom vinho, além é claro de quem é consciente com o que consome”, completa Carolina.

Os próximos passos já estão a caminho. O site/e-commerce fica pronto em setembro e com ele começam despachar para todo o Brasil. Assim que o bar for reaberto, abre também uma segunda loja no próprio Mercado Novo voltado para a venda de vinhos naturais/orgânicos/brasileiros.

A Gira é um sopro moderno e jovem em um mercado tradicional, que além do vinho, também promove um processo agrícola mais consciente e sustentável.

 

Serviço

Entregas diárias de terça a domingo no início da noite.

WhatsApp (9667-2902)

Loja Virtual no goomer (bit.ly/giravinhos).

Quarta Sem Taxa – não é cobrado taxa de entrega às quartas

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