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Chegada do inverno aumenta o aparecimento da Síndrome do Olho Seco

Clima seco contribui para o efeito, mas não é o único fator

Com baixas temperaturas e o tempo seco, característicos do inverno brasileiro, muitas doenças aparecem com maior frequência, como gripe, rinite alérgica ou asma. Porém, uma condição que atinge cerca de 40% da população é pouco abordada: a síndrome do olho seco. 
A especialista em oftalmologia e diretora administrativa do Grupo Awor Saúde, Dra. Adriana Bonfioli, explica que essa síndrome pode ser causada pela falta de lágrimas ou por fatores ambientais como ar condicionado e uso constante do computador. 

“ O tempo crescente que as pessoas passam na frente das telas contribui para o ressecamento ocular, uma vez que o número de piscadas diminui muito, aumentando a evaporação da lágrima”. 

Entre os sinais e sintomas dessa condição, estão: ardor, vermelhidão, visão embaçada, lacrimejamento, secreção mucosa e sensação de areia nos olhos. 
“Um dos principais sinais de olho seco é o excesso de lágrimas. Isso pode parecer contraditório, porém, o reflexo de produzir mais lágrimas, neste caso, é uma forma de defesa dos olhos. O ressecamento ocular causa inflamação, o que, por sua vez, estimula a produção lacrimal e resulta em lacrimejamento.”

Apesar de ter outras causas possíveis, o lacrimejamento associado a sintomas de irritação ocular, especialmente em pessoas que usam o computador ou o celular durante muitas horas por dia, é bastante indicativo de olho seco. Essa condição, apesar de não ser grave, pode impactar consideravelmente na qualidade de vida.

“A solução, para quem não pode ou não consegue ficar livre das telas, é manter-se bem hidratado e usar colírios lubrificantes. Além disso, nessa época de tempo seco, é possível recorrer a umidificadores de ar, tanto no trabalho quanto no quarto, durante a noite.” 
Estão disponíveis no mercado inúmeras opções de lubrificantes oculares. Para que seja feita a melhor escolha, o oftalmologista precisa fazer um exame completo e determinar o tipo de olho seco. Em alguns casos, podem ser necessários colírios anti-inflamatórios ou antialérgicos associados.

É importante ficar atento porque outras condições também podem estar relacionadas à síndrome do olho seco, como doenças reumatológicas, blefarite, diabetes, deficiência de vitamina A, entre outras. 

 

 
Sobre o grupo Awor Saúde
O grupo Awor Saúde chega à Região Metropolitana de Belo Horizonte para oferecer atendimento e tratamento médico diferenciados. Em um único lugar, os pacientes encontram toda a infraestrutura necessária para consultas e exames, com praticidade, conforto, qualidade e tecnologia de ponta.
Localizadas no Complexo Lifecenter, estão as unidades Awor Oftalmologia, Awor Otorrinolaringologia, Awor Mulher e Awor Longevidade. Neste local, várias especialidades médicas estão disponíveis, como: oftalmologia, otorrinolaringologia, mastologia, ginecologia e obstetrícia, geriatria, endocrinologia, cardiologia, nefrologia, gastroenterologia e urologia.


A Awor Saúde conta também com unidades multiespecialidade localizadas nos bairros Barreiro (Belo Horizonte) e Eldorado (Contagem).
 
Call center: (31) 3227-1000 ou (31) 3287-0473
Whatsapp: (31) 98777-2100
Agendamento online:
https://components-legacy.feegow.com/index.php/agendamento-online/client/5523640-AAAW#
Mais informações: aworsaude.com.br

Entenda a importância de manter o corpo hidratado durante o inverno

Além da água, outras bebidas e alimentos favorecem a hidratação do corporal, como isotônicos naturais, chás e frutas e legumes; descubra quais

 
Com a chegada do inverno, muitas pessoas passam a ingerir menos líquido podendo desencadear um quadro perigoso de desidratação, que pode causar dores de cabeça, cansaço e tonturas. É nesse período que a atenção deve estar voltada para idosos e crianças, já que a vontade de matar a sede está mais ligada ao calor e eles frequentemente relatam não sentir necessidade de consumir líquidos para hidratar o corpo.

A ingestão de líquidos se torna ainda mais indispensável devido à incapacidade de armazenamento hídrico do corpo humano. É por isso que a recomendação de ingestão de pelo menos dois litros de água é comum nos consultórios médicos e de nutrição para adultos. Além da água, outras bebidas e alimentos podem favorecer a hidratação do corpo como isotônicos naturais, chás, frutas e legumes com grande concentração de líquidos como a melancia, o abacaxi e a abobrinha.

O uso de isotônicos naturais pode também ser uma alternativa para manter os níveis de hidratação, mas é preciso ficar atento ao rótulo e na presença de ingredientes que podem ser nocivos para a saúde, como os aditivos artificiais, açúcares e nutrientes isolados provenientes de origem sintética. Esse produto, quando consumido com frequência, pode agravar doenças como diabetes, hipertensão e disfunções reais. Por isso, é importante escolher as versões naturais, como é o caso do isotônico Jungle que tem uma composição fácil de ser reconhecida, como a água de coco orgânica, a tapioca e o suco de frutas.

Outra dica para aqueles que têm dificuldade em manter a hidratação em dia durante os dias mais frios é ter uma garrafa de fácil acesso, sempre próxima.
 

Sobre Jungle:
A primeira marca brasileira de hidratação esportiva que possibilita aos atletas uma opção 100% natural e sem aditivos alimentares, como corantes ou aromas artificiais. Os primeiros produtos lançados da Jungle são repositores hidroeletrolíticos para o corpo com embalagens a base de plástico pós-consumo e neutralizadas do meio ambiente pelo sistema Eu Reciclo.

Dor muscular: fadiga ou lesão?

Especialistas em cirurgia do pé e tornozelo, os irmãos e médicos ortopedistas Daniel e Tiago Baumfeld falam sobre os desconfortos musculares após a prática de atividades físicas e esportes

A prática de esportes ou quaisquer atividades físicas pode gerar desconforto muscular, muitas vezes significativo, mas como identificar se este desconforto está relacionado à fadiga do músculo ou a uma lesão? De acordo com o médico ortopedista Daniel Baumfeld, especialista em cirurgia do pé e tornozelo, apesar de não existir uma fórmula mágica para responder a esta pergunta, existem, sim, alguns aspectos que podem nortear a necessidade de uma avaliação. “As lesões musculares, sejam elas rupturas completas ou estiramentos, normalmente superam o limiar de dor “normal” à qual o praticante de esporte está acostumado. Ela pode se iniciar abruptamente, após um chute, salto, mudança de direção, arremesso ou qualquer movimento que demande potência das fibras musculares”. Segundo o ortopedista, este momento normalmente é percebido como uma fisgada, um estalo ou uma pedrada. “Além disso, a dor local é significativa e pode estar associada às perdas de função, como incapacidade para dobrar o joelho, por exemplo”, completa.
 
A dor muscular por fadiga, por sua vez, normalmente está associada a um volume de treino alto e à exigência contínua da musculatura durante um período longo de tempo, sem permissão para a recuperação. “É uma dor que é frequentemente insidiosa, sem momento abrupto de início após algum movimento específico. A dor à palpação é moderada e não há perda de movimento/função (mesmo que a força esteja mais fraca pela dor)”, explica o também ortopedista, especialista em cirurgia do pé e tornozelo, Tiago Baumfeld.
 
Os médicos esclarecem que o tratamento para as lesões musculares é guiado pela avaliação médica, sendo necessários, em alguns casos, exames de imagem para a definição diagnóstica e classificação da lesão. “Essas lesões podem ser curadas com tratamento funcional, na qual o movimento, a carga e o retorno à prática esportiva são precoces, ou até mesmo com tratamento cirúrgico, no caso das lesões mais graves que necessitem de reconstituição da anatomia para restauração da função”, ressalta Tiago Baumfeld.
 
De fato, para quem gosta de praticar esportes, uma lesão muitas vezes pode ser motivo de desânimo e frustração, mas, para Tiago Baumfeld, além do acompanhamento médico, que é essencial, é preciso manter a esperança e o otimismo.  “Sempre aconselho meus pacientes a se basearem nos bons exemplos de perseverança e treinamento mental para o tratamento de uma lesão ou de uma doença Não há dúvida sobre o papel da mente na melhora das doenças do corpo, por mais anatômicas, biológicas e de carne e osso que elas possam ser”, orienta.
 
Já o tratamento das dores musculares ocasionadas por fadiga, envolve o dia a dia dos praticantes de esportes com medidas de repouso ou recovery - terapia que auxilia na recuperação muscular - como banheiras de gelo, massagem, liberação miofascial, uso de ventosas e dispositivos de compressão pneumática etc. “Apesar de incomodarem, essas dores por fadiga podem ser perfeitamente manejadas com o ajuste da carga no esporte, sem nenhum comprometimento do desempenho”, pontua Daniel.

Saxofonista vence a Covid-19 com a ajuda da música



Depois de perder mais de 25% da capacidade pulmonar, os treinos diários de saxofone ajudam na reabilitação após a doença

O saxofonista Caetano Kraemer, de 45 anos, é um dos brasileiros que conseguiu vencer a Covid-19 após um intenso período no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba (PR). Internado com um quadro de comprometimento do pulmão entre 25 e 50%, classificada pelos médicos como Covid-19 grave, teve o agravante de uma asma grave disparada pela doença.

De acordo com a equipe que atendeu o saxofonista, a capacidade pulmonar foi reestabelecida em um tempo menor devido aos mais de 20 anos de prática diária do saxofone. Hoje, já em casa, o músico prepara-se para retomar as atividades em meio ao lançamento do primeiro álbum da Ensax Orquestra, única do Brasil com apenas saxofones, e disseminar a importância da música como cultura, mas também como saúde.

“Pacientes que tiveram a Covid-19 precisam melhorar a mecânica respiratória e a força muscular após a doença. O treino diário que Caetano manteve com o safoxone durante a vida deu a ele uma maior força muscular que evitou inclusive a instalação de deformidades”, explica Wilson Marcos Wansaucheki, fisioterapeuta responsável pelo tratamento do saxofonista.

Durante grande parte do internamento, Caetano precisou ficar sentado ou em pé para evitar trombose ou coágulos no corpo, além de sofrer com crises intermináveis de tosse, perda de memória, falta de ar e de energia, e cansaço intenso. “Quando começaram as fisioterapias respiratórias comecei a escutar jazz, Miles Davis, John Coltrane, Stan Getz e como conhecia as músicas, fazia o movimento de respiração e solfejava as músicas como se estivesse tocando com eles. Isto me ajudou muito a acelerar minha recuperação ainda no hospital e depois em casa”, detalha Caetano.

Para Caetano, a música foi essencial na recuperação, tanto pelo físico, como pelo lado emocional. “Montei uma rotina para conseguir passar o dia, pois quando se está muito debilitado você não vê o tempo passar, não entende o que está acontecendo. Dormia muito, tinha uma exaustão enorme e quando melhorei tinha que lidar com o fato que estava num quarto sozinho o dia todo. A música acabou funcionando para mim de várias maneiras, como meditação, como fisioterapia, para passar o tempo, depois fui descobrir que ainda me ajudava na recuperação do pulmão”, conta.

Os mais de 20 anos de saxofone e uma rotina rígida de exercícios aeróbicos deixaram no músico uma consciência respiratória e técnicas de aproveitamento dos pulmões bem acima da média. “Segundo meu fisioterapeuta isto salvou minha vida pois mesmo quando sai do hospital só tinha respiração torácica, aquela bem curta e rápida”, diz.

Hoje, Caetano mantém uma rotina de treino diário no saxofone, o que exige mais dos pulmões e colaboram para a cura completa da Covid-19. “Nos primeiros dias mal conseguia soprar o instrumento e tocar alguns compassos, agora já consigo tocar por dez ou 15 minutos seguidos. Ainda longe das quase duas horas que duram um show, mas mostra uma evolução e é isto que importa. Meu desejo é que a pandemia acabe logo para retomar os shows com a Ensax Orquestra e comemorar em grande estilo”, finaliza.

A importância do cuidado com os pés para pacientes com Diabetes

Especialistas em cirurgia do  e tornozelo, os irmãos e médicos ortopedistas Daniel e Tiago Baumfeld destacam os principais hábitos necessários às pessoas com a doença

 
Atualmente, apenas no Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas possuem diabetes, mas a boa notícia é que alguns cuidados, especialmente relacionados aos pés, podem ajudar a prevenir as complicações da doença. De acordo com os irmãos e médicos ortopedistas Daniel e Tiago Baumfeld, especialistas em cirurgia do  e tornozelo, uma série de alterações pode ocorrer nos pés de pessoas com diabetes não controlado, como a perda de sensibilidade. “O ‘ diabético’ é ocasionado pelo Diabetes Mellitus e acontece quando uma área machucada ou infeccionada nos pés desenvolve uma lesão ou ferida mais grave”, explica Daniel Baumfeld.
 
De acordo com o ortopedista, com o passar do tempo, as sensações de dor e tato, chamadas de sensibilidade protetora, desaparecem.  “Essa ‘proteção’ conferida pela dor é o que nos faz identificar pequenos ferimentos e evitar com que os mesmos avancem, por exemplo”, completa Baumfeld. Em função da falta dessa proteção, pequenos machucados nos pés em pacientes com diabetes podem progredir rapidamente para grandes feridas, comprometendo, em alguns casos, a viabilidade do membro, sendo necessária sua amputação.
 
Mas, segundo o ortopedista Tiago Baumfeld, não há motivos para pânico. Existem várias atitudes que, quando praticadas no dia a dia, contribuem para evitar essa evolução catastrófica, sendo a mais importante delas o controle dos níveis de glicose. “Não adianta tomar qualquer medida preventiva local nos pés se os níveis de glicose não estiverem controlados. Esse é o primeiro e mais importante passo”, salienta.
 
Sobre os cuidados necessários com os pés, os irmãos ortopedistas destacam os mais importantes:
 
- Todos os pacientes diabéticos devem examinar os pés diariamente. Se necessário, pedir ajuda a familiar ou usar espelho, lembrando sempre de observar os espaços entre os dedos;
 
- Avisar o médico se tiver calos, rachaduras, alterações de cor ou úlceras. A abordagem precoce no aparecimento de qualquer uma dessas alterações é essencial para o sucesso do tratamento;
 
- Vestir sempre meias limpas, preferencialmente de lã, algodão, sem elástico, a fim de evitar pontos de pressão e favorecer o controle da umidade local;
 
 - Calçar sapatos que não apertem, de couro macio ou tecido. Não usar sapatos sem meias;
 
- Sapatos novos devem ser usados aos poucos. Usar inicialmente, em casa, por algumas horas por dia. Qualquer ponto de pressão deve motivar a adaptação ou troca imediata do calçado;
 
- Nunca andar descalço, mesmo em casa. Uma ferida por um acidente perfurocortante pode não terminar bem;
 
- Lavar os pés diariamente, com água morna e sabão neutro. Evitar água quente. Secar bem os pés, especialmente entre os dedos;
 
- Após lavar os pés, usar um creme hidratante à base de lanolina, vaselina líquida ou glicerina. Não usar entre os dedos para evitar acúmulo de umidade local;
 
- Cortar as unhas de forma reta, horizontalmente. Nunca "cutucar" as bases das unhas, essa pode ser uma porta de entrada significativa para infecções;
 
- Nunca remover calos ou unhas encravadas em casa;
 
Por fim, Tiago Baumfeld reforça a importância de os pacientes serem acompanhados por profissionais especializados. “O paciente com diabetes precisa de acompanhamento multidisciplinar, que um endocrinologista, ortopedista especialista em pés, cirurgião vascular, enfermeiros especialistas em feridas, psicólogos, entre outros profissionais”, finaliza o médico.
 
 

Os irmãos e médicos ortopedistas dr. Daniel Baumfeld e dr. Tiago Baumfeld são especialistas em cirurgia do  e tornozelo, proprietários da Clínica Vicci e mestres em ortopedia pela UFMG. Daniel é superintendente médico do Cruzeiro Esporte Clube e Tiago é supervisor médico.

Empresa brasileira investe no bem-estar físico e mental de colaboradores

Entre as ações do GRUPO GR, a antecipação dos salários para o primeiro dia útil do mês, para evitar filas em pagamentos, e o lançamento da UniGR, universidade corporativa do grupo para desenvolvimento dos profissionais

Segundo o relatório Tendências Globais de Capital Humano, empresas que apostam no bem-estar dos trabalhadores geram 61% maior produtividade e uma sensação de felicidade generalizada.

Pensando na saúde física e mental dos funcionários, o GRUPO GR, uma das maiores empresas de segurança privada do Brasil, investe em projetos que melhoram a qualidade de vida das equipes.

Entre as ações, está a Universidade GR. Com objetivo de aperfeiçoar o desempenho profissional, a UniGR é uma universidade colaborativa e gratuita, disponível a todos os profissionais do GRUPO GR. A plataforma oferece programas de desenvolvimento profissional, além de estudos variados, como economia doméstica, que ajudam no âmbito pessoal e familiar. Até dezembro de 2021, é esperado que todos os 11 mil colaboradores tenham acesso à plataforma.

Pensando nos cuidados dos funcionários durante a pandemia, uma vez que o setor de segurança privada também é um dos serviços essenciais, que tiveram de seguir em atividade na pandemia, foram distribuídas mais de 190 mil máscaras de proteção.

O GRUPO GR também criou o Programa de Agente Social GR, disponível na plataforma UniGR, para que cada colaborador dissemine nos postos de serviços, entre seus familiares e em sua comunidade, as boas práticas que evitam a contaminação do Coronavírus. Outro investimento foi no Serviço de Telemedicina, um programa de orientação médica dedicado àqueles com sintomas ou atestados que indicam contaminação por covid-19.  

“Diariamente, orientamos todos para que usem os EPIs fornecidos pela empresa e respeitem as indicações dos órgãos de saúde: uso de álcool em gel, várias vezes ao dia (desde março de 2020, a empresa já comprou 11.100 frascos); máscara, faceshield ou óculos de proteção; distanciamento mínimo de 1,5 metros de outras pessoas; e cuidados para evitar aglomerações”, afirma Vinícius Freitas, diretor de operações do GRUPO GR.

Houve mudanças também na rotina do time GR. Com a utilização da tecnologia, os gestores que faziam rondas presenciais e diárias nos postos, hoje fazem também rondas virtuais, usando videoconferência. “Além de garantir a segurança física dos trabalhadores, a atividade se torna ainda mais rápida, já que por meio de um clique, os gestores conseguem mudar a empresa que querem visitar”, destaca Freitas.

Além da tecnologia em câmeras, houve o investimento no atendimento dos funcionários. Comunicados internos ou referentes à pandemia têm sido feitos por canais digitais para evitar qualquer contato físico: Whatsapp, ferramentas Google (hangouths e meet), SMS, chatbot, e-mail, Pushing, app e Portal do Colaborador. 

Outra ação pró-segurança dos colaboradores foi a mudança do dia do pagamento. Percebendo que bancos, lotéricas e mercados podem gerar aglomerações, no quinto dia útil do mês, desde março de 2020 os pagamentos estão sendo realizados até o segundo dia do mês, para que os profissionais consigam adiantar compras e pagamentos. Os números demonstram que as orientações têm valido a pena. Enquanto, estatísticas apontam que 6,37% da população brasileira já foi contaminada, o levantamento do GRUPO GR aponta que apenas 1,39% dos colaboradores GR contraíram covid. “O trabalho da segurança patrimonial e controle de acesso tem de ser presencial, por isso os cuidados redobrados do grupo com nossos milhares de colaboradores”, pontua Freitas.

Como a contabilidade pode ajudar empresas médicas em época de restrições

Consultoria e soluções especializadas garantem a profissionais, clínicas e hospitais o corte de gastos desnecessários e até restituições de tributos indevidos, em tempos de receita em retração e despesas subindo.

A busca por consultoria e soluções financeiras especializadas na área de saúde tem sido o caminho adotado por clínicas, hospitais e prestadores de serviços médicos para garantir a sustentabilidade de seus negócios, sobretudo neste momento de restrições causadas pela pandemia de Covid-19. A gestão contábil, fiscal e tributária que atenda às especificidades do setor evita a ocorrência dos chamados ralos financeiros.
 

E o cenário impõe não deixar ralos abertos. Levantamento da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp, 03/2021) aponta que, entre 118 estabelecimentos associados, houve acréscimo de despesas acima do incremento das receitas (8,1% contra 3,1%) durante o ano passado. Com isso, a margem Ebitda (lucro sem incluir tributações, pagamento de juros e amortizações) caiu 4,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. No início da pandemia, a organização Médicos Sem Jaleco já tinha identificado, entre profissionais, tombo de 82% nas receitas.
 
Uma gestão contábil e fiscal que se atente às peculiaridades da especialidade médica, separando simples consultas de exames, procedimentos e cirurgias, consegue identificar quais são as despesas desnecessárias – incluindo o pagamento de tributos indevidos, conforme explica a administradora Júlia Lázaro. São os recursos despendidos sem necessidade que a especialista classifica como ralos financeiros. Júlia é sócia e fundadora da Mitfokus, empresa de soluções financeiras baseadas em tecnologia da informação (fintech), focada justamente em negócios da saúde.

O relato do cirurgião vascular Fernando Daiggi, de Campinas (SP), ilustra bem a importância da gestão especializada. O profissional lembra que, até anos atrás, o pagamento dos tributos era feito mediante contabilidade generalista. Esta, no entanto, não se atentava a alíquotas específicas para a saúde, que variam de acordo com as atividades e procedimentos realizados.
 
“Descobri que havia opções de menor tributação, de incidência de alíquotas menores. Conseguimos uma diminuição drástica das despesas com tributos. Mais que isso: obtivemos a restituição dos impostos pagos a mais, dentro do período e prazo estipulados pela legislação”, afirma Daiggi.
E o profissional complementa sobre a parceria com uma contabilidade especializada: “[A consultoria e as soluções financeiras especializadas em saúde] nos dão uma visão mais ampla da gestão no setor. Identificamos categorias específicas de tributação – taxações diferentes sobre valores de consulta, exames, cirurgias...”, menciona.

EFEITOS

Tapar ralos financeiros, assim como os identificados por Daiggi, se torna ainda mais imprescindível neste momento em que várias especialidades médicas registram diminuição de atendimentos – e, consequentemente, de receitas. O oftalmologista Aron Guimarães, também de Campinas (SP), está entre esses profissionais que sentiram os efeitos da pandemia na procura por consultas, exames e cirurgias. “Muitos pacientes, em especial os idosos, por causa da necessidade de distanciamento social, deixaram de realizar esses procedimentos”, acrescenta.

Em seu caso, a queda na receita chegou a 30%. Inicialmente precisou demitir, mas, com o passar do tempo, foi recompondo seu quadro. Contudo, com o agravamento da pandemia em curso desde fevereiro, e novas medidas de restrições, o receio de outro impacto volta a exigir precauções extras. Os efeitos só não chegam a ser drásticos justamente porque a clínica conta com gestão especializada.

“Contamos há alguns anos com consultoria especializada. Tem sido uma ajuda muito importante, neste período difícil. Reduzimos despesas com tributos que pagávamos além do que é obrigatório. Recursos economizados muito importantes para o dia a dia”, assinala o oftalmologista.

Também oftalmologista, o médico Fábio Akio, de Guarulhos, na Grande São Paulo, é outro profissional que registrou retração nas receitas em decorrência da pandemia, “principalmente no início, naquele primeiro período de medidas restritivas”. A queda obrigou o médico a reavaliar custos, com o intuito de cortar despesas. Igualmente cliente da Mitfokus, ele salienta que a consultoria financeira especializada se mostrou decisiva. “Foi muito importante; é uma organização e agilidade na tomada de decisões que são essenciais para atravessar os momentos críticos.”

HISTÓRIA E METAS
 
A oftalmologia é uma das 40 especialidades médicas atendidas pela consultoria e soluções financeiras desenvolvidas pela Mitfokus, informa Júlia Lázaro. A fintech especializada em gestão de saúde completa quatro anos em 2021. Nesse período, assegurou aos clientes R$ 15 milhões de economia com tributos desnecessários e restituição de mais de R$ 20 milhões.

A empresa tem sede em Campinas (SP), com clientes (são mais de 1,2 mil) em todas as regiões do Brasil. Desde janeiro, a Mitfokus está integrada à incubadora Eretz.bio/Einstein, para um projeto de expansão e aceleração dos negócios. A meta, reitera Júlia Lázaro, é até 2026 atender 10% dos profissionais de saúde de todo o país oferecendo soluções financeiras tecnológicas, integradas à contabilidade, e com gestão para evitar ralos financeiros.
 
MAIS INFORMAÇÕES

Conheça os perigos da harmonização facial

Anualmente mais de 200 mil brasileiros passam pelo procedimento

O número de procedimentos de harmonização facial entre 2014 e 2019 cresceu de 72 mil para 256 mil ao ano, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. As redes sociais tiveram um papel importante na popularização da harmonização facial, mas o que pouco se fala é sobre os perigos do procedimento.

“Atendo pacientes de todas as faixas etárias, de 16 a 85 anos, e todos passam por um estudo no qual avaliamos a real necessidade do procedimento. A harmonização facial é na grande maioria das vezes um procedimento seguro, porém demanda habilidade e capacitação do profissional médico, pois podem ocorrer complicações graves e estas não podem ser desconsideradas”, conta a médica otorrinolaringologista e especialista em cirurgia plástica da face, Súrya Guérios Vasselai, do Plunes Centro Médico, de Curitiba (PR).

Segundo a especialista, o risco mais grave é de oclusão arterial por injeção inadvertida de produto dentro da artéria ou por oclusão extrínseca devido excesso de produto no local - causando compressão do vaso, o que pode acarretar em necrose de alguma região face e dependendo da região, até cegueira. Outro risco importante é a aplicação incorreta do produto, o que pode gerar o efeito contrário do esperado, ou seja uma assimetria na face ou exageros. Podemos ainda citar como risco a infecção no local da aplicação, que pode ser bastante grave e também deixar sequelas.

“O exagero nas aplicações é outro ponto de alerta. O paciente precisa passar por uma análise de medidas e com ele entender a necessidade ou não do preenchimento e em qual local existe a necessidade de volumizar”, explica a médica.

Gestantes, pacientes com doenças autoimunes não controladas e pessoas que estão com alguma infecção no local da aplicação do produto, como acne ou alergias, não podem fazer a harmonização facial. “Se o paciente estiver com a doença autoimune controlada e tratar a acne ou a alergia no local da aplicação é possível fazer o procedimento, sendo consideradas as contra-indicações relativas”, detalha.Já a alergia a componentes do produto, embora rara, é uma contra-indicação absoluta do paciente em realizar os preenchimentos faciais.
 
A especialista destaca também que antes de realizar o procedimento, o paciente precisa buscar informações sobre a clínica e o profissional responsável pela harmonização. “Um bom profissional vai minimizar os riscos e o paciente sairá satisfeito e sem nenhum dano à saúde. O paciente vai se sentir mais bonito e com a autoestima elevada. As complicações podem acontecer, porém um profissional capacitado irá identificá-las e corrigi-las prontamente, de forma a minimizar os danos e sequelas”, finaliza.
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