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Wine comemora o mês da Independência do Brasil com rótulos brasileiros de destaque

Para mostrar que o nosso país tem vinhos incríveis produzidos aqui, a Sommelière Marina Bufarah fez uma seleção especial. Confira

 
Mesmo em meio ao cenário de incertezas causado pela pandemia, o crescimento significativo no consumo de vinhos, a alta do câmbio e a boa safra melhorando a competitividade do vinho brasileiro, o nosso país vem desenvolvendo sua vitivinicultura e com isso diversificando sua oferta, buscando atender cada dia mais o consumidor em termos de qualidade e preço. 

Para comemorar o mês da Independência do Brasil, celebrado em 07 de setembro, e para mostrar que o nosso país tem vinhos incríveis produzidos em solo nacional, a Wine – maior clube de assinatura de vinhos do mundo – destaca algumas linhas e rótulos brasileiros para ajudar na escolha. 

Segundo Marina Bufarah, Sommelière da Wine, uma das tendências no mercado tem sido o vinho em lata. “Com um conceito desenvolvido para um público mais jovem e para ocasiões em que o vidro não é bem-vindo, como em praias, piscinas, parques e feiras, essa proposta tem ganhado cada vez mais apreciadores que reconhecem a qualidade dos produtos oferecidos em uma embalagem alternativa”, explica a especialista. 

Miolo, vinícola com o maior portfólio de vinhos finos do Brasil, trouxe toda sua tradição e expertise na linha de vinhos em lata Somm, que conta com 3 blends, nas versões tinto, branco e rosé, e um frisante de Moscatel, elaborados na Serra Gaúcha. Outro vinho em lata que tem feito muito sucesso é a linha Arya, produzida pela vinícola Estrelas do Brasil, nas versões espumante, branco, rosé e tinto. O sucesso nas vendas fez com que ambos investissem na produção de novas safras dos produtos. 

“Além da facilidade e segurança no transporte serem inquestionáveis, o vinho em lata vem em medidas menores, porções individuais, que são mais fáceis de gelar, mais práticas de abrir e mais sustentáveis. Por essas e outras vantagens, produtores e profissionais conceituados têm investido nas latas de alumínio”, diz Marina. 

Outra surpresa bastante positiva em se tratando de vinhos brasileiros têm sido os vinhos elaborados com a uva Marselan. Desenvolvida em 1961 pelo pesquisador Paul Truel, perto da cidade francesa de Marselha, a uva é um cruzamento da Cabernet Sauvignon e da Grenache Noir. Com coloração intensa e aromas que lembram frutas vermelhas frescas e cacau, a Marselan começou a ser cultivada no Brasil a partir de 2003 e, hoje, já está presente nas principais regiões vitivinícolas do país, como Serra Gaúcha, Santa Catarina e Campanha Gaúcha, a mais nova Indicação de Procedência (I.P.) do país.
 
Salton Campanha Marselan Tannat, propõe potencializar a expressão da jovialidade da Marselan, que compõe 76% do blend, complementado pela Tannat, que amadurece por 15 meses em barricas de carvalho francês. O resultado é um vinho potente e elegante, com notas de frutas negras em compota, violetas e especiarias, taninos macios e agradável persistência. 

O primeiro semestre de 2021 apresentou um crescimento de 4% no abastecimento do mercado de vinhos, sendo impulsionado pela comercialização de vinhos finos brasileiros e também pelas importações, de acordo com dados da Ideal Consulting. “Nesse cenário, notamos os consumidores compreendendo cada vez mais que o vinho não precisa de uma ocasião especial e que ele pode ser a bebida do dia a dia para acompanhar refeições triviais e momentos de descontração”, afirma a Sommelière da Wine. 

Neste cenário, o digital teve um papel fundamental na aproximação de consumidores e vinhos. “O Brasil forma a terceira maior base de consumidores online do mundo, segundo informações da  Wine Intelligence, e com a retomada de bares, restaurantes e hotéis, a omnicanalidade torna-se ainda mais importante para atender de forma completa o consumidor onde ele estiver”, completa Marina. 

Confira alguns rótulos de vinhos nacionais das linhas citadas acima: 
https://www.wine.com.br/vinhos/salton-campanha-marselan-tannat-2016/prod22613.html
https://www.wine.com.br/vinhos/somm-branco-lata-269-ml/prod26125.html
https://www.wine.com.br/vinhos/arya-tinto-2020-lata-269-ml/prod25966.html
 
 
SOBRE A WINE
A Wine foi fundada em 2008, com a missão de conectar pessoas por meio da paixão pelo vinho. A empresa, que já nasceu online há 13 anos, ousou investir em vinho no país da cerveja e, hoje, é o maior clube de assinatura de vinhos do mundo. 

Além do Clube Wine, do e-commerce www.wine.com.br e do app Wine Vinhos, disponível para download na App Store e Google Play, a empresa possui atualmente treze lojas físicas: três em São Paulo, duas no Rio de Janeiro e outras oito em Fortaleza, Goiânia, Campinas, Recife, Belo Horizonte, Curitiba, Vitória e Porto Alegre. 

Com a aquisição da Cantu Importadora, em 2021, a Wine se consolida como um player de peso no canal B2B que engloba off-trade (hipermercados, supermercados, minimercados, hortifrutis e, mercearias) e on-trade (bares, restaurantes, casas noturnas, clubes e hotéis) e segue no caminho da omni canalidade.

Região dos Vinhos Verdes: conheça a história e gastronomia

Responsável por 15% da área vitivinícola de Portugal, é uma das mais importantes do mercado do país

A Região dos Vinhos Verdes é uma das mais importantes do mercado de Portugal. Por ter diferenças climáticas significativas e solos graníticos em sua maior parte, é bem diversa e produz vinhos de muitos estilos e possibilidades, capazes de agradar aos mais diferentes – e exigentes – gostos. 

O conjunto de montanhas e vales cortados por rios também é responsável por tamanha variedade de uvas típicas, entre as quais se destacam as brancas alvarinho, loureiro, arinto (também conhecida no local como pedernã), azal, trajadura e avesso; e as tintas vinhão e alvarelhão. 

Responsável por 15% da área vitivinícola de Portugal, a região foi demarcada em 1908 e se estende por todo o noroeste do país, na zona conhecida como Entre-Douro-e-Minho. Esta terra fértil é coberta por uma exuberante manta de vegetação, montanhas e vales até avançar o mar. 

A versatilidade é outro ponto importante. Aos brancos de perfil jovem e fresco, se juntam mais vinhos de caráter intenso e estruturado, também tintos de perfis que vão dos mais abertos em cor, leves e delicados, aos mais escuros, impenetráveis, estruturados, mas igualmente escorados por uma acidez firme que agrega um inconfundível frescor aos vinhos. 

A região dos Vinhos Verdes também é berço de espumantes de alta qualidade, cujo perfil se assemelha ao dos vinhos tranquilos: muito frescor e uma interessante complexidade na boca.

Os rótulos são certificados pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), organismo que tem por objetivo representar os interesses das profissões envolvidas na produção e comércio da Denominação de Origem (DO) «Vinho Verde» e da Indicação Geográfica (IG) «Minho» e a defesa do património regional e nacional.

Sub-regiões
Cada particularidade pode ser percebida nas características de cada uma das nove sub-regiões que compõem a Denominação de Origem dos Vinhos Verdes: Monção e Melgaço, Lima, Cávado, Ave, Basto, Sousa, Baião, Paiva e Amarante. A soma de todos estes fatores faz com que possamos encontrar entre os rótulos da região desde Vinhos Verdes de estilo clássico, jovens, leves e com baixo teor alcoólico, a outros sofisticados, com aromas e sabores complexos, intensos e minerais, austeros e com grande potencial de guarda. 

Na parte norte da Região dos Vinhos Verdes, na fronteira com a Espanha, está Monção e Melgaço, cuja especialidade é a produção de Alvarinhos de excelente padrão. A pluviosidade é mais reduzida e no verão as temperaturas são significativamente mais elevadas do que no resto da região. Neste microclima, o Alvarinho dá origem a um vinho mais encorpado, rico e complexo no nariz, fresco e com boa presença de fruta na boca, combinada com um caráter mineral típico e muito atraente. 

Ao sul de Monção e Melgaço se encontram as sub-regiões Lima, Cávado e Ave. Aqui, a principal uva é o delicioso e floral Loureiro, embora o Arinto e a Trajadura também sejam frequentemente utilizados. Os vinhos nestas sub-regiões são normalmente frescos e aromáticos, muitas vezes com um toque citrino e de flor. 

As sub-regiões montanhosas de Basto e Sousa também produzem vinhos leves a partir de várias uvas nativas. Nas sub-regiões de Amarante e Baião, a casta Avesso origina vinhos brancos secos e frescos com aromas ricos e um caráter mineral. Amarante e Paiva, esta última a sul do rio Douro, são muito reconhecidas pelos seus vinhos tintos.

Gastronomia da Região
Produtora de azeites e mel, a região dos Vinhos Verdes também se destaca pela riqueza e qualidade da gastronomia. Pratos clássicos da culinária regional, como o cabrito, rojões à minhota, arroz de cabidela, bacalhau à Braga e papas de sarrabulho são alguns dos mais famosos. Sem falar na típica Lampreia, peixe de sabor forte e inconfundível, uma das grandes iguarias da culinária mundial. 

No entanto, apesar da enorme tradição gastronômica da região, os Vinhos Verdes tem lugar em qualquer tipo de cardápio regional ou internacional, graças à versatilidade e diversidade dos rótulos do lugar. No Brasil, receitas mais leves como a tapioca ou o pão de queijo harmonizam com um estilo de Vinho Verde mais jovem e fresco. No caso dos churrascos, moquecas ou feijoada, por serem mais robustas, precisam de um estilo de Vinhos Verdes com mais estrutura, complexidade e persistência.

Tipos de Vinhos Verde
Os Vinhos Verdes brancos jovens apresentam cor citrina ou palha, aromas ricos, frutados e florais, dependendo das uvas utilizadas nos cortes. Na boca são harmoniosos, intensos e evidenciam um marcante frescor.

Os Vinhos Verdes envelhecidos exibem uma cor dourada, com aromas de fruta mais madura como o marmelo, flor de laranjeira e mel. Na boca, temos mais complexidade e estrutura, um vinho mais redondo, gordo e persistente.

Os Vinhos Verdes rosés revelam uma cor levemente rosada ou carregada, dependendo da intenção do produtor e das uvas utilizadas. No nariz, sobressaem aromas de frutas vermelhas. Na boca, o frescor é marcante.

Os Vinhos Verdes tintos apresentam cor vermelha intensa, viva, aroma vinoso, com destaque para frutas silvestres. Na boca são frescos e intensos, muito gastronômicos. Dependendo da uva usada, podem ser mais abertos na cor e delicados no nariz e na boca.

CVRVV
A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes é um organismo que tem por objetivo a representação dos interesses das profissões envolvidas na produção e comércio da Denominação de Origem (DO) «Vinho Verde» e da Indicação Geográfica (IG) «Minho» e a defesa do patrimônio regional e nacional que constitui, revestindo, nesta qualidade, a forma jurídica de uma Associação Regional, Pessoa Coletiva de Direito Privado e Utilidade Pública, e durará por tempo indeterminado.  Ela está creditada pelo Instituto Português de Acreditação (IPAC). 
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